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Young Citizens’ Dialogue – Vamos discutir o futuro da Europa!

No passado dia 8 de maio, o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, convidou cerca de 320 jovens oriundos dos 28 estados-membros da União a participar no diálogo europeu com jovens cidadãos em Sibiu, na Roménia. E eu fui um deles!

Não posso deixar de expressar o meu entusiasmo e satisfação pessoal ao saber que tinha sido um dos dez jovens portugueses escolhidos para marcar presença em Sibiu.

Aos meus ombros levei a enorme responsabilidade de representar Portugal, de contribuir com as minhas ideias e com a minha visão para um diálogo que se cria enriquecedor, aberto e multicultural.

Parti de Alcobaça, concelho do qual sou natural, na madrugada do dia 7 de maio. Esperavam-me duas escalas, em Madrid e Bucareste, três aviões e quatro aeroportos. Importa ainda dizer que este percurso foi feito integralmente sozinho, o que para mim, um jovem que completou 18 anos há um mês, foi uma prova de superação pessoal. Apesar de toda a “turbulência” sentida consegui chegar a Cluj-Napoca, o meu último aeroporto, cerca das 19 horas e 30 minutos desse dia. Entretanto, já tinha conhecido alguns jovens espanhóis e um estónio que também viajavam, tal como eu, para o encontro de Sibiu.

Andámos mais de uma hora e meia de autocarro até à cidade onde íamos ficar alojados, Alba lulia. Durante a viagem não parei de conversar, sobretudo com o Gabriel, um jovem de nacionalidade espanhola, estudante de Direito. Falámos de tudo em pouco, desde política, dos nossos países, das nossas aspirações futuras, do que esperávamos do encontro…

No meio da viagem houve uma voz que me despertou à atenção! Podiam estar a falar-se muitos idiomas dentro daquele minibus, mas reconheceria sempre a língua do velhinho Camões. A bordo seguiam outros dois portugueses: o Carlos, que estuda Economia na Universidade de Aveiro e o Hugo, natural de Braga, mestre em Biologia que ia a Sibiu receber um prémio de fotografia relacionado com o Corpo Europeu de Solidariedade.

O dia 8 começou cedo. Tomei o pequeno-almoço com um Luxemburguês estudante de Relações Internacionais ao abrigo do programa Eramus+ em Paris. Percorremos algumas centenas de metros pelo bairro do nosso hotel. Cedo percebi que a terra tinha um cheiro diferente que um jornal impresso em papel não permite transmitir e que o clima era diferente.

De seguida dirigimo-nos para Sibiu, mais uma hora de caminho sempre sobre escolta da polícia romena. O dia expôs aquilo que a noite escondera: um país pobre onde ainda está muito por fazer! É claro o papel da União Europeia, que através do Fundo de Coesão, essencialmente, financia muitas infraestruturas e equipamentos que ainda estão a ser erguidos, um pouco por todo o lado. Não posso, ainda, deixar de fazer referência ao enorme policiamento e à presença das forças armadas em muitos locais por onde passámos: algo não está bem na Roménia!

Após a nossa chegada houve uma sessão de boas vindas onde marcaram presença a Diretora-Geral de Comunicação, Sixtine Bouygues, a Comissária do Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral, Marianne Thyssen, e o Comissário da Educação, Cultura, Juventude e Desporto, Tibor Navracsics.

Durante o dia reunimo-nos em vários workshops para discutir, de forma mais próxima, vários temas previamente selecionados como o futuro da democracia, as alterações climáticas, a Europa Digital o futuro do trabalho. As conclusões a que cada grupo chegou foram votadas, em plenário, e posteriormente apresentadas aos Comissários.

Já lá mais para o final do dia chegou o presidente da Comissão Europeia, , Jean-Claude Juncker e o Presidente da Roménia, Klaus Iohannis. Foi o momento alto do dia. Éramos uma plateia enorme, cheia de braços no ar para fazer perguntas e eles começaram a responder a várias questões da atualidade como a situação política na Roménia, as alterações climáticas ou o Brexit. Foi extraordinária a oportunidade de conhecer Juncker. Ele é um homem extremamente ágil, convicto e inteligente. Independentemente do seu quadrante político penso que a Europa se devia orgulhar de o ter como Presidente da Comissão. É daquelas pessoas que vale a pena conhecer!

Para terminar, gostava de tecer algumas considerações:

Em primeiro lugar, não é verdade que os outros países europeus tenham melhores soluções para os desafios que se colocam ao mundo contemporâneo do que nós, portugueses;

Em segundo lugar, foi das melhores experiências da minha vida! Poder contactar com jovens oriundos de tantos países e perceber que há tanta gente tão bem informada e capaz de contribuir ativamente para guiar os destinos dos seus países, deixou-me de coração cheio.

À despedia, no aeroporto, ficou aquele sentimento para o qual só nós portugueses, ou quase só nós, temos uma palavra para definir: SAUDADE.

Senti-me verdadeiramente um cidadão europeu. Ficou reforçado o meu interesse pela Europa. Tenho acompanhado de perto todas as negociações que por estes dias ocorrem para escolher os futuros líderes das principais instituições europeias e tenciono participar em projetos como o Corpo Europeu de Solidariedade ou no importante trabalho desenvolvido pelos Centros de Informação Europe Direct. Quem sabe um dia se não serei candidato a deputado ao Parlamento Europeu!

Diogo Ramalho

Alcobaça

Sandra Geada

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