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Declaração da Presidente Ursula von der Leyen: os ataques da Rússia a Kiev apenas fortalecerão a unidade da Europa e o inconformismo da Ucrânia

Estou indignada com o ataque a Kiev que também atingiu os escritórios da União Europeia. Desde julho, este foi o ataque mais mortífero com drones e mísseis contra a capital ucraniana. Como podem observar no ecrã atrás de mim, atacaram igualmente a nossa Delegação. Acabei de falar com o nosso embaixador adjunto e estou aliviada por não ter sido ferido nenhum dos nossos funcionários.

O ataque de ontem à noite ocorreu nas proximidades da missão diplomática, a representação da nossa União. Dois mísseis caíram a 50 metros da Delegação em 20 segundos. Este é mais um aviso sombrio do que está em jogo, a mostrar que nada deterá o Kremlin quando se trata de aterrorizar a Ucrânia, matando cegamente civis – homens, mulheres e crianças – e até alvejando a União Europeia.

Por isso mantemos a máxima pressão sobre a Rússia, o que significa reforçar o nosso regime de sanções. Em breve, apresentaremos o nosso 19.º pacote de duras sanções. Paralelamente, prosseguimos o trabalho sobre os ativos russos congelados, a fim de contribuir para a defesa e a reconstrução da Ucrânia. Evidentemente, garantimos um apoio forte e inabalável à Ucrânia, país que é nosso vizinho, parceiro, amigo e futuro Estado-Membro.

Amanhã desloco-me aos sete Estados-Membros que estão a reforçar e a proteger as nossas fronteiras externas com a Rússia e a Bielorrússia. Quero expressar-lhes toda a solidariedade da UE e partilhar os progressos que estamos a fazer no desenvolvimento de uma indústria europeia de defesa forte, especialmente através do nosso instrumento conjunto de defesa SAFE.

Por último, gostaria de agradecer ao nosso corajoso pessoal da Delegação da UE na Ucrânia, que está a realizar um trabalho extraordinário em condições extremamente difíceis. Far-lhes-ei chegar esta mensagem pessoalmente na minha próxima viagem a Kiev.

Declaração em vídeo disponível nesta página.

Presidente Ursula von der Leyen desloca-se aos Estados da linha da frente da UE para reforçar a solidariedade e a defesa

A partir de amanhã, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, desloca-se à Letónia, Finlândia, Estónia, Polónia, Lituânia, Bulgária e Roménia. A sua visita evidenciará o apoio da UE aos Estados-Membros postos perante os desafios da partilha de fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia. A Presidente abordará questões da segurança e defesa da Europa com dirigentes governamentais e militares.

Amanhã, 29 de agosto, a Presidente estará em Riga, onde se reunirá com a primeira-ministra da Letónia, Evika Siliņa. A Presidente seguirá depois para Helsínquia, onde se encontrará com o primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo. A Presidente e o primeiro-ministro serão informados sobre a resposta da Europa à frota fantasma da Rússia e às ameaças das ações militares que visam infraestruturas subaquáticas críticas, como cabos de comunicação e de eletricidade e gasodutos/oleodutos. A Presidente participará num jantar de trabalho oferecido pelo Presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

No sábado, 30 de agosto, a Presidente estará na Estónia, onde se reunirá com a primeira-ministra Kristen Michal. A Presidente trocará impressões com as Forças de Defesa da Estónia e o pessoal militar da NATO. 

No domingo, 31 de agosto, a Presidente visitará a Polónia, onde se reunirá com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk. Juntos, viajarão para a fronteira com a Bielorrússia para observar as operações de monitorização e salvaguarda das fronteiras orientais. Mais tarde, a Presidente seguirá para Sófia, onde se encontrará com o primeiro-ministro da Bulgária, Rossen Jeliazkov. Visitarão uma importante fábrica estatal do setor da defesa, a maior instalação de produção de armamento do país.

Na segunda-feira, 1 de setembro, a Presidente deslocar-se-á a Vílnius, onde se reunirá com o Presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda. Ambos visitarão a fronteira do país com a Bielorrússia, na qual observarão os preparativos contra ameaças híbridas e convencionais.

À tarde, a Presidente estará na Roménia, onde se reunirá com o Presidente Nicușor Dan e a primeira-ministra Llie Gavril Bolojan. Deslocar-se-ão à fronteira com a Ucrânia. A Presidente abordará a cooperação UE-OTAN, bem como a prevenção, deteção, defesa e dissuasão de ameaças marítimas e híbridas.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

União Europeia reforça apoio a Portugal no combate aos incêndios florestais

A Comissão Europeia está a apoiar Portugal no combate aos incêndios florestais que têm afetado o país este verão. No dia 15 de agosto de 2025, Portugal acionou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, solicitando quatro aviões de combate a incêndios.

Desde então, foram já mobilizados vários meios aéreos rescEU: dois aviões provenientes da Suécia, operacionais em Portugal desde 20 de agosto; um helicóptero de França, a operar desde 20 de agosto; e dois aviões da Grécia, com chegada prevista para esta sexta-feira, 22 de agosto.

Também no terreno, equipas de combate a incêndios da Letónia (posicionada em Trancoso entre 1 e 15 de agosto) e de Malta (em Almeirim entre 16 de agosto e 15 de setembro) estão destacadas em Portugal para reforçar o trabalho das equipas nacionais. Em paralelo, o serviço de mapeamento por satélite Copernicus foi ativado para apoiar as autoridades portuguesas com informação detalhada sobre a área ardida e a evolução dos incêndios, nomeadamente na região das Beiras e Serra da Estrela.

Estes esforços complementam o pré-posicionamento de mais de 670 bombeiros de 14 países europeus em França, Grécia, Portugal, Espanha e Itália, assim como 22 aviões e quatro helicópteros coordenados e cofinanciados pela União Europeia, no âmbito da sua estratégia de preparação do  Mecanismo de Proteção Civil.

A solidariedade europeia foi destacada desde o primeiro momento pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. No dia 15 de agosto, data em que Portugal ativou o Mecanismo de Proteção Civil, escreveu“O nosso combate aos fogos florestais continua. Portugal ativou o Mecanismo de Proteção Civil #rescEU. A solidariedade europeia não conhece fronteiras. Estamos a mobilizar apoios.”

Mais recentemente, após uma conversa com o Primeiro-Ministro Luís Montenegro, a Presidente reiterou esse compromisso: “Acabei de falar com @LMontenegro_PT para o assegurar da solidariedade europeia face aos terríveis incêndios em Portugal. Continuamos a apoiar Portugal no seu esforço contra os incêndios e no auxílio à prevenção de mais fogos. E estamos prontos para financiar a recuperação através do Fundo Social Europeu.”

O que é o Mecanismo Europeu de Proteção Civil?

O Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia foi criado pela Comissão Europeia em outubro de 2001 com o objetivo de reforçar a cooperação entre os países da UE e 10 Estados participantes adicionais (Albânia, Bósnia e Herzegovina, Islândia, Moldova, Montenegro, Macedónia do Norte, Noruega, Sérvia, Turquia e Ucrânia). O mecanismo visa melhorar a prevenção, a preparação e a resposta a catástrofes.

Qualquer país atingido por uma emergência, dentro ou fora da Europa, pode solicitar assistência através deste mecanismo. A Comissão Europeia desempenha um papel central na coordenação da resposta, contribuindo também para os custos de transporte e/ou operacionais. Este sistema permite uma resposta conjunta bem coordenada, garantindo que as autoridades do país afetado comunicam através de um ponto de contacto único, em vez de múltiplos canais.

Desde 2016, Portugal já ativou este instrumento 15 vezes e participa ativamente no programa europeu de pré-posicionamento de bombeiros, acolhendo equipas de outros Estados-Membros  em território nacional para reforçar a capacidade de resposta conjunta durante a época de maior risco de incêndios.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Curso de Jornalismo Parlamentar 2025 | Candidaturas até 3 de setembro

No ano em que se assinalam os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, o Parlamento Europeu em Portugal e a Assembleia da República mantêm a missão de capacitar os jornalistas portugueses para acompanhar o trabalho da Assembleia da República e do Parlamento Europeu.

programa do Curso de Jornalismo Parlamentar pretende explicar a ligação da legislação europeia que é votada na Assembleia da República, para que possa haver melhor perceção da parte dos jornalistas que seguem os dossiês a nível europeu, bem como dos jornalistas parlamentares da Assembleia da República, de todo o processo legislativo que tem impacto na vida dos portugueses.

O Curso de Jornalismo Parlamentar é uma parceria entre a Assembleia da República e o Parlamento Europeu, contando com o apoio da Associação de Jornalistas Parlamentares.

Serão selecionados 20 jornalistas de vários órgãos de comunicação social nacionais, com experiência superior a 2 anos em jornalismo, que cubram – ou pretendam cobrir no futuro – atividades parlamentares nacionais ou europeias.

O curso decorre em dois momentos, ambos de presença obrigatória:

1.  Assembleia da República, Lisboa: 15 e 16 de setembro;

2.  Parlamento Europeu, Estrasburgo: 15 a 18 de dezembro (datas a confirmar).

As candidaturas podem ser submetidas até dia 3 de setembro, através deste formulário.

As candidaturas serão avaliadas pelos serviços da Assembleia da República e do Parlamento Europeu, com a colaboração da Associação de Jornalistas Parlamentares.

Fonte: Parlamento Europeu em Portugal

Europa reforça a liberdade, a independência e o pluralismo dos meios de comunicação social com o novo Regulamento Liberdade dos Meios de Comunicação Social

Entra hoje em vigor, em toda a União Europeia, o Regulamento Liberdade dos Meios de Comunicação Social (EMFA, em inglês). O regulamento traz muitos benefícios para as empresas de comunicação social, os jornalistas e os cidadãos, oferecendo aos fornecedores de serviços de comunicação social maior segurança jurídica e reforçando a sua independência.

O Regulamento Liberdade dos Meios de Comunicação Social foi concebido para reforçar a liberdade, a independência e o pluralismo dos meios de comunicação social no mercado interno da UE. Proporciona, nomeadamente, uma proteção mais forte aos jornalistas, assegura um financiamento adequado e a liberdade editorial dos meios de comunicação social de serviço público, impede a remoção injustificada de conteúdos mediáticos por plataformas em linha de muito grande dimensão e cria o Comité Europeu dos Serviços de Comunicação Social.

Mais informações:

Comunicado de imprensa

Regulamento Liberdade dos Meios de Comunicação Social

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

PRR: Comissão Europeia desembolsa 1,34 mil milhões de euros a Portugal

A Comissão Europeia desembolsou 1,34 mil milhões de euros a Portugal. Trata-se do sexto pagamento ao abrigo do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR), o instrumento central do NextGenerationEU. 

Este pagamento abrange 32 marcos e metas, incluindo reformas e investimentos fundamentais nos cuidados de saúde, na habitação, na gestão dos incêndios florestais, nas energias renováveis e no ambiente empresarial. Note-se que uma reforma fundamental visa melhorar os processos de insolvência, facilitando a reestruturação e o investimento das empresas. Portugal também investiu na expansão das redes nacionais de cuidados, alargando as equipas de cuidados domiciliários, as equipas de apoio à saúde mental e os cuidados paliativos comunitários, em apoio à inclusão das pessoas com deficiência.

O plano global de recuperação e resiliência de Portugal é financiado por 22,2 mil milhões de euros em subvenções e empréstimos. Os fundos transferidos até à data ascendem a 11,4 mil milhões de euros, o que representa 57 % da dotação total.

Mais informações

Está disponível um mapa interativo com exemplos de reformas e investimentos apoiados pelo Mecanismo de Recuperação e Resiliência. Para mais informações sobre o processo dos pedidos de pagamento ao abrigo do MRR, consultar o documento de perguntas e respostas da Comissão.

Mecanismo de Recuperação e Resiliência

Mapa de projetos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência

Grelha de Avaliação da Recuperação e Resiliência

Regulamento que cria o Mecanismo de Recuperação e Resiliência

A UE como mutuário

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Mais agências de viagens comprometem-se a reembolsar no prazo de 14 dias em caso de cancelamento de voo, após diálogo com a Comissão e autoridades de defesa do consumidor

Na sequência de um diálogo com a Comissão Europeia e a Rede de Cooperação no domínio da defesa do Consumidor (CPC) das autoridades nacionais de defesa do consumidor, a Expedia e a Lastminute.com comprometeram-se a informar melhor os consumidores sobre os seus direitos e a garantir que recebem o reembolso dos bilhetes no prazo de 14 dias em caso de cancelamento de um voo pela companhia aérea.

Compromissos assumidos:

Na sequência do diálogo, a Expedia e a Lastminute.com subscreveram o seguinte conjunto de compromissos:

  • Em caso de cancelamento de voos, a Expedia e a Lastminute.com transferirão os reembolsos da companhia aérea para o consumidor no prazo de 7 dias a contar do dia em que a agência de viagens em linha recebe o reembolso da companhia aérea, resultando num reembolso máximo de 14 dias para os consumidores. Além disso, declararam ter apurado eventuais atrasos nos reembolsos.
  • Os dados de contacto das agências de viagens em linha, tais como números de telefone e endereços de correio eletrónico, serão fornecidos nas secções de apoio ou «contacte-nos» dos seus sítios Web, para que os consumidores possam entrar facilmente em contacto com eles.
  • As informações sobre os benefícios específicos associados aos diferentes pacotes de serviços oferecidos pelas agências de viagens em linha serão mais claras para os consumidores.
  • Os consumidores serão claramente informados sobre os seus direitos legais por força do Regulamento relativo aos direitos dos passageiros dos transportes aéreos, de reencaminhamento ou reembolso nos casos em que a companhia aérea cancele os seus voos. Serão também claramente informados se o voo foi cancelado.
  • Os consumidores serão claramente informados das consequências que os serviços específicos oferecidos pelos intermediários das companhias aéreas podem ter nos direitos do consumidor em caso de perturbação de um voo (por exemplo, quando apenas um segmento de uma viagem é cancelado, o segundo segmento pode ainda ter de ser pago se não existir uma interligação entre os voos que constituem a viagem).

A Lastminute.com concordou em aplicar a maior parte desses compromissos a partir de 1 de julho de 2025, com plena aplicação até 1 de setembro de 2025, enquanto a Expedia declarou que as suas práticas estão em conformidade com os compromissos acima referidos.

Este diálogo, conduzido pela Agência Sueca dos Consumidores, procurou incentivar as agências de viagens em linha a adotarem voluntariamente práticas que reforcem a proteção e o conhecimento dos consumidores sobre os seus direitos, bem como a conformidade da plataforma com a legislação da UE. Baseia-se na ação coordenada de 2023 liderada pela Rede de Cooperação no domínio da Defesa do Consumidor, que assegurou os mesmos compromissos de Edreams ODIGEO, Etravel Group e Kiwi.com., o que eleva o total a cinco grandes agências de viagens em linha que aderiram aos mesmos compromissos.

Mais informação no comunicado de imprensa.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

AgriJovem 2025: última semana de candidaturas para futuros profissionais do setor agrícola

Falta apenas uma semana para o fecho das candidaturas à AgriJovem 2025. A iniciativa, promovida pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, decorre nos dias 16, 17 e 18 de outubro, em Évora, e é dirigida a estudantes do ensino superior com aspirações a uma carreira na agricultura. As candidaturas encerram na próxima sexta-feira, dia 25 de julho de 2025 e podem ser submetidas através desta página.

Organizada com a colaboração da Rede Nacional da PAC e o apoio da Universidade de Évora – MED (Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento), a AgriJovem 2025 reúne 40 jovens estudantes durante três dias de partilha e capacitação sobre os principais desafios e oportunidades do setor agrícola em Portugal e na Europa.

O programa inclui sessões práticas e debates com representantes da política agrícola nacional e europeia, investigadores, agricultores experientes e jovens agricultores em início de atividade. A iniciativa pretende aprofundar o conhecimento sobre as políticas europeias, com destaque para a Política Agrícola Comum (PAC), e sensibilizar para os desafios atuais da agricultura, incluindo a transição digital e energética, sustentabilidade, inovação tecnológica e resiliência alimentar.

A AgriJovem 2025 realiza-se num ano simbólico em que Portugal assinala 40 anos de adesão à União Europeia, sendo também uma oportunidade para refletir sobre o impacto da PAC nas últimas décadas e debater o seu futuro no contexto da Visão para a Agricultura e Setor Alimentar, com especial foco na renovação geracional.

Mais informações disponíveis nesta página.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Um orçamento ambicioso para uma Europa mais forte no período 2028-2034

A Europa enfrenta desafios crescentes em vários domínios, como a segurança, a defesa, a competitividade, a migração, a energia e a resiliência às alterações climáticas. Estes não são desafios temporários, refletindo mudanças geopolíticas e económicas sistémicas que exigem uma resposta forte preparada para o futuro. 

Com esta visão, a Comissão Europeia apresentou a sua proposta de Quadro Financeiro Plurianual (QFP) ambicioso e dinâmico para o período 2028-2034. Este quadro dotará a Europa de um orçamento de investimento de longo prazo à altura da sua ambição de ser uma sociedade e uma economia com independência, prosperidade, segurança e dinamismo ao longo da próxima década.

Em simultâneo, a Comissão lançou um processo para a revisão da arquitetura antifraude da UE. A revisão complementa os trabalhos preparatórios do próximo QFP, tendo por objetivo assegurar uma proteção reforçada e mais eficaz dos interesses financeiros da União.

A presidente Ursula von der Leyen declarou: «O nosso novo orçamento de longo prazo contribuirá para proteger os cidadãos europeus, reforçar o modelo social europeu e fomentar a prosperidade da indústria europeia. Num período marcado pela instabilidade geopolítica, o orçamento permitirá à Europa definir o seu próprio destino em consonância com a sua visão e os seus ideais. Um orçamento que apoie a paz e a prosperidade e promova os nossos valores constitui o melhor instrumento de que nos podemos dotar nestes tempos de incerteza.»

Para mais informações sobre o QFP para 2028-2034, consultar o comunicado de imprensa, o documento de perguntas e respostas e as fichas informativas sobre as várias decisões no âmbito da proposta de QFP. Está igualmente disponível um comunicado de imprensa sobre a arquitetura antifraude da UE.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

40 anos de Portugal na União Europeia – olhar para o futuro com confiança, responsabilidade e ambição

Artigo de opinião de Sofia Moreira de Sousa, Representante da Comissão Europeia em Portugal

Portugal era uma democracia no início, quando em 1977 seguiu para ‘Bruxelas’ o pedido formal de adesão. Acabado de sair de uma longa ditadura, o país dava os primeiros e por vezes difíceis passos em direção ao que viria a ser um sistema pluralista, multipartidário, assente numa economia social de mercado.

A adesão de Portugal, nove anos depois, às então Comunidades Europeias consolidou os recém-criados pilares democráticos e teve um contributo decisivo na transformação do país, tornando-o na sociedade aberta e inclusiva que é hoje, assente no Estado de direito e na qual os cidadãos podem definir o destino e as opções de desenvolvimento do seu país.

Esta efeméride é uma boa ocasião para falar sobre como a União Europeia foi essencial para transformar Portugal no país de hoje. Mas é também importante recordar como Portugal contribuiu para tornar a União Europeia mais plural, mais aberta e mais forte.

Estar na Europa criou mais oportunidades para os portugueses e trouxe-lhes melhor qualidade de vida.

Nestes 40 anos, a esperança de vida dos portugueses aumentou de 72,9 para 81,2 anos; o abandono escolar que era de 50% em 1990, é atualmente de 6,6%; o PIB per capita passou de 2.824 euros para 26.666 euros; o número de estudantes no ensino superior quase triplicou de 157.869, em 1990, para 448.235.

Estar na União Europeia é fazer parte do espaço Schengen, o maior espaço de livre circulação do mundo, que garante viagens fáceis e fronteiras externas seguras. Que garante a possibilidade de residir, estudar ou trabalhar em qualquer país da União.

Nos últimos 40 anos, a UE realizou progressos significativos em matéria de direitos sociais, proteção da saúde e do ambiente, gestão de resíduos, direitos dos consumidores e segurança dos alimentos, entre outros, ajudando a melhorar a qualidade global da vida das pessoas. Portugal não só beneficia destas normas mais elevadas, como também ajuda ativamente a moldá-las.

A União Europeia tem sido um garante de estabilidade, num mundo marcado pela incerteza geopolítica e Portugal tem beneficiado dessa estabilidade.

A Europa tornou possíveis alguns dos mais importantes investimentos efetuados em Portugal. A política de coesão tornou possível, por exemplo, que, já em 2021, Portugal alcançasse a meta europeia para 2030 relativa à participação das fontes renováveis na produção de energia. Portugal é aliás um exemplo entre os 27 Estados Membros.

Foi a solidariedade europeia que se expressou na hora de responder à pandemia. No desenvolvimento, aquisição e distribuição de vacinas, mas também na resposta ao impacto económico, em que os fundos que dão corpo ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) corresponderam a mais de 8% do PIB nacional.

Portugal, pelo seu lado, tem estado na linha da frente das grandes decisões europeias, afirmando-se como um parceiro fiável e construtivo, indispensável na construção de pontes entre parceiros europeus e além das fronteiras da União. A posição geostratégica de Portugal e a sua ligação com os continentes africano e americano abriu pontes com os países de língua portuguesa e fortaleceu a vertente marítima e a influência atlântica da União Europeia e.

Portugal foi também um dos países fundadores do euro e dos demais avanços deste projeto de integração e continuará a fazer sempre parte da solução. E foi na capital portuguesa que em dezembro 2007 assinámos o Tratado de Lisboa, uma etapa importante na consolidação do projeto europeu, tornando a União Europeia mais democrática e eficiente na tomada de decisões.

A integração europeia tem sido um catalisador para o desenvolvimento democrático e socioeconómico de Portugal, enquanto a diversidade, riqueza cultural e participação ativa de Portugal nas decisões da UE também têm contribuído para o fortalecimento da União. A preservação dessas conquistas e o avanço contínuo dependem do esforço colaborativo entre os Estados-Membros e os próprios cidadãos.

Há 40 anos a adesão de Portugal foi a expressão da dimensão europeia das mudanças económicas e sociais então em curso no Sul da Europa. A União Europeia de hoje é maior, mais diversa e mais profunda do que aquela a que aderimos em 1986. É a nossa casa que ajudámos a construir juntamente com os nossos parceiros, e as suas fundações são sólidas.

Da mesma forma que a Europa cumpriu o seu destino ao acolher-nos no seu seio, hoje é nos Balcãs, na Moldávia e na Ucrânia que se joga o futuro da Europa e também de Portugal. Imperativo estratégico e histórico, sem dúvida, mas também moral, essas são as novas realidades que a Europa não pode ignorar sob pena de comprometer a sua segurança, mas também a sua coesão.

Devemos olhar para os nossos próximos 40 anos de adesão com confiança, responsabilidade e ambição.

Museu Nacional Resistência e Liberdade – Fortaleza de Peniche vence Prémios Europa Nostra 2025

Os Prémios Europeus do Património / Prémios Europa Nostra 2025 já foram anunciados 👏

Promovidos pela Comissão Europeia e pela Europa Nostra, são cofinanciados pelo programa Europa Criativa da União Europeia. Este ano, os prémios mais prestigiados da Europa para o património são atribuídos a 30 vencedores de 24 países de todo o continente.

🏛️ Um dos vencedores é o Museu Nacional Resistência e Liberdade – Fortaleza de Peniche. Durante a ditadura portuguesa (1926 a 1974) foi uma das mais temidas prisões políticas do regime. Lugar de memória de muitos que lutaram contra a repressão, é um símbolo da resistência e da luta pela democracia e liberdade. É hoje um espaço de preservação dessas memórias e valores.

👉 Os prémios serão entregues numa cerimónia a 13 de outubro, em Bruxelas.