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Subvenções Sinergia: Conselho Europeu de Investigação concede 571 milhões de euros a 57 grupos de investigação

O Conselho Europeu de Investigação (ERC) anunciou a atribuição de Subvenções Sinergia a cinquenta e sete grupos de investigação, no montante total de 571 milhões de euros provenientes do Horizonte Europa, o programa de investigação e inovação da UE. As Subvenções Sinergia promovem a colaboração entre investigadores de excelência, permitindo-lhes combinar os seus conhecimentos especializados e os seus recursos em prol do progresso científico. Os projetos selecionados abordam alguns dos problemas científicos mais complexos numa vasta gama de disciplinas.

Iliana Ivanova, comissária da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, afirmou: «A inovação prospera com a colaboração, especialmente quando se ocupa dos desafios científicos mais prementes do nosso tempo. As Subvenções Sinergia do ERC tiram partido de financiamento do programa Horizonte Europa para apoiar a cooperação entre mentes brilhantes num contexto transfronteiras e interdisciplinar, permitindo-lhes trabalhar em conjunto para fazer progredir o conhecimento. Estou especialmente satisfeita por ver que foram contemplados investigadores de países que historicamente receberam menos subvenções do ERC, refletindo a nossa missão de promover a excelência científica em toda a Europa.» 

Os projetos selecionados nesta ronda das Subvenções Sinergia explorarão questões como o desenvolvimento de betão para edifícios e pontes que seja simultaneamente ecológico e resistente, o ciclo do azoto dos oceanos e o seu impacto climático, e as formas como as tecnologias digitais podem ajudar a aproximar comunidades.

Os 57 projetos vencedores abrangem 201 investigadores que desenvolverão projetos em 184 universidades e centros de investigação de 24 países da Europa e mais além: Alemanha (34 projetos), Reino Unido (18), França (13), Estados Unidos da América (12), Espanha (11), Países Baixos (10), Chéquia (2) e Portugal, Grécia, Hungria e Polónia (1 cada). Em 22 grupos participa um investigador de fora da Europa, nomeadamente dos Estados Unidos, da Suíça, da Austrália e, pela primeira vez, da República da Coreia. A dimensão internacional deste regime de subvenções ajuda a abrir a investigação europeia de topo aos melhores talentos científicos de todo o mundo, gerando mais sinergias. Os projetos vencedores incluem cerca de 32 % de investigadoras, o que representa a maior percentagem de mulheres desde o início do regime de subvenções.

Mais informação aqui.

«A tua Europa, a tua voz» – edição de 2025

Em 13 e 14 de março de 2025, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) reunirá cerca de 100 jovens participantes e 37 professores dos Estados-Membros da UE, dos países candidatos e do Reino Unido para o seu evento anual «A tua Europa, a tua voz» . Este ano, a iniciativa «A tua Europa, a tua voz» centrar-se-á no papel dos jovens na definição coletiva de um futuro resiliente. Visa dotá-los de meios para participarem em ações cívicas e contribuírem para atividades de democracia participativa nas suas comunidades e não só. 

Conceito e linhas gerais 

A edição de 2025 de «A tua Europa, a tua voz» contará com sessões interativas e seminários colaborativos durante um dia e meio. Mediadores experientes orientarão as sessões, ajudando os participantes a articular os seus pontos de vista e a formular recomendações que serão depois utilizadas para transmitir as suas expectativas, preocupações, interesses, prioridades e esperanças relativamente ao futuro da Europa.

Os seminários serão estruturados em torno de questões que deverão inspirar uma comunicação e um debate abertos e orientar a participação e o diálogo dos jovens:

  1. Em que tipo de Europa pretendes viver e quais as questões importantes para ti?
  2. Como encaras este futuro europeu e que papel devem os jovens desempenhar na sua configuração?
  3. De que forma podem os jovens contribuir para a construção de uma Europa que reflita os valores e as prioridades dos seus cidadãos?

Estas perguntas destinam-se a incentivar os participantes a refletirem cuidadosamente sobre as suas convicções, expectativas e prioridades e sobre a forma como podem participar na sua concretização. Ao lançar o diálogo sobre estes temas, o evento visa promover um sentimento de apropriação entre os jovens sobre o seu papel na participação e ação cívicas e inspirar o diálogo com os jovens, que resultará em propostas para enfrentar os desafios atuais.

Durante os debates, os participantes identificarão e explorarão eventuais medidas para a colaboração transfronteiras, promovendo um sentimento de unidade e responsabilidade partilhada.

O evento culminará numa reunião plenária, na qual os participantes traduzirão as suas ideias em recomendações. Estas propostas refletirão os pontos de vista dos jovens e serão apresentadas como contributos essenciais para qualquer trabalho consultivo ou político realizado pelo CESE.

Grupo do CESE para a Juventude dará seguimento a estas atividades partilhando as recomendações. Os resultados da iniciativa «A tua Europa, a tua voz» serão tidos em conta e contribuirão para a realização da avaliação da perspetiva dos jovens. As atividades vão desde atividades de informação sobre redes relacionadas com a juventude até à integração das recomendações da iniciativa «A tua Europa, a tua voz» no trabalho consultivo do CESE. 

As recomendações da iniciativa «A tua Europa, a tua voz» contribuirão igualmente para a segunda Semana da Sociedade Civil do CESE, que se centrará no reforço da coesão e da participação em sociedades polarizadas e terá lugar uma semana mais tarde (de 17 a 21 de março de 2025). 

Formato e estilo da edição de 2025 da iniciativa «A tua Europa, a tua voz»

A fim de fomentar a participação e o empenho dos participantes nos debates, os seminários da iniciativa «A tua Europa, a tua voz» serão organizados utilizando uma liderança participativa ou métodos de acolhimento segundo a abordagem «The Art of Hosting». Trata-se de uma forma altamente eficaz de aproveitar a sabedoria coletiva e a capacidade de auto-organização de grupos de qualquer dimensão.

Partindo do pressuposto de que as pessoas despendem energia e empregam os seus recursos no que mais lhes interessa, os métodos combinam processos de conversação poderosos para convidar as pessoas a assumir a responsabilidade pelos desafios que enfrentam.

Resultados da edição de 2025 da iniciativa «A tua Europa, a tua voz»

As propostas principais resultantes da edição de 2025 da iniciativa «A tua Europa, a tua voz» incorporarão recomendações dos jovens para futuras propostas e ações políticas. 

Estas recomendações servirão de base para debates centrados nos jovens durante a Semana da Sociedade Civil e serão partilhadas com representantes de alto nível das instituições europeias. 

Serão também apresentadas no Encontro Europeu da Juventude (EYE) de 2025, organizado pelo Parlamento Europeu em Estrasburgo. Ao proporcionar uma perspetiva distinta, da juventude, sobre questões europeias essenciais, estas propostas desempenharão um papel significativo na definição da agenda do CESE para a juventude.

Comissão Europeia recebe relatório sobre fortalecimento da preparação e prontidão civis e de defesa da Europa

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recebeu, a 30 de outubro, do antigo presidente finlandês Sauli Niinistö o relatório «Unidos estamos mais seguros – fortalecer a preparação e a prontidão civis e de defesa da Europa», tendo ambos participado na conferência de imprensa de apresentação do relatório, que pode ser consultada no EbS.

A elaboração do relatório tinha sido solicitada pela presidente von der Leyen a Sauli Niinistö numa declaração proferida antes da reunião do Conselho Europeu, em março de 2024.

Além do desenvolvimento das capacidades da UE, von der Leyen definiu uma nova ambição em matéria de segurança e preparação para crises na Europa e comprometeu-se a trabalhar numa estratégia da União da preparação.

Consulte a declaração da presidente na conferência de imprensa com Sauli Niinistö.

Comissão adota o pacote de alargamento de 2024

A Comissão Europeia adotou o pacote anual de alargamento, que fornece uma avaliação pormenorizada da situação e dos progressos realizados pela Albânia, a Bósnia-Herzegovina, o Kosovo, o Montenegro, a Macedónia do Norte, a Sérvia, a Geórgia, a República da Moldávia, a Ucrânia e a Turquia, relativamente aos seus percursos de adesão à UE. As avaliações são acompanhadas de recomendações e orientações sobre as prioridades em termos de reformas.

O alargamento é uma oportunidade histórica tanto para os países aderentes como para os atuais Estados-Membros e para a UE no seu conjunto. Uma União maior e mais forte proporciona vantagens significativas nos domínios socioeconómico, político e de segurança.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou: «O contexto geopolítico tenso torna mais premente do que nunca concluirmos a reunificação do nosso continente, à luz dos mesmos valores assentes na democracia e no Estado de direito. Nos últimos anos, fizemos grandes progressos em prol da integração de novos Estados-Membros. O alargamento continuará a ser uma das principais prioridades da nova Comissão».

O processo de alargamento continuará a basear-se no mérito e dependerá dos progressos objetivos alcançados por cada parceiro. Exige determinação para implementar reformas irreversíveis em todos os domínios do direito da UE, com especial destaque para os princípios fundamentais do processo de alargamento. A democracia, o Estado de direito e os valores fundamentais permanecerão as pedras angulares da política de alargamento da UE. A adesão à UE continua a ser uma opção estratégica.

Mais informações no comunicado de imprensa

A declaração/conferência de imprensa do alto representante/vice-presidente Josep Borrell e do comissário Várhelyi está disponível no EbS.

Comissão Europeia disponibiliza 16 milhões de euros de financiamento para apoiar o jornalismo e a literacia mediática em toda a Europa

A Comissão Europeia publicou três convites à apresentação de propostas (concursos) no âmbito do programa Europa Criativa que visam apoiar a liberdade e o pluralismo dos meios de comunicação social, reforçar a sua resiliência e contribuir para melhorar a literacia mediática. 

O primeiro convite financiará ações nos domínios «Pluralismo» e «Colaborações» para promover parcerias jornalísticas, num montante total de 10,5 milhões de EUR. A ação em prol do pluralismo destina-se a organizações capazes de implementar e distribuir fundos aos meios de comunicação social em áreas de particular interesse para a democracia, enquanto a ação «Colaborações» visa apoiar propostas de colaboração transfronteiriça entre meios de comunicação social com modelos empresariais inovadores e projetos jornalísticos em toda a Europa. 

Um segundo convite no montante de 3 milhões de EUR visa criar um sistema de resposta rápida (Media Freedom Rapid Response Mechanism) para acompanhar de forma sistemática e exaustiva as violações da liberdade de imprensa e dos meios de comunicação social nos Estados-Membros da UE, nos países que participam no programa Europa Criativa e nos países candidatos. O objetivo geral é que este acompanhamento permita recolher dados e informações de melhor qualidade sobre os riscos relacionados com a liberdade e o pluralismo dos meios de comunicação social. 

Além disso, destinam-se 2,5 milhões de EUR a projetos transfronteiriços inovadores que contribuam para reforçar as competências de literacia mediática na Europa e limitar os efeitos adversos da desinformação. As subvenções incentivarão a partilha de conhecimentos sobre práticas de literacia mediática e o reforço destas mais além das fronteiras nacionais, culturais e linguísticas. 

Estes convites à apresentação de propostas no âmbito do programa Europa Criativa fazem parte de um apoio mais amplo da UE ao setor dos meios de comunicação social.

Programa LIFE: União Europeia financia cinco novos projetos portugueses para apoiar a transição ecológica

A Comissão Europeia concedeu mais de 380 milhões de EUR a 133 novos projetos em toda a Europa, entre os quais cinco portugueses, no âmbito do Programa LIFE para o ambiente e a ação climática. O montante atribuído representou mais de metade das necessidades totais de investimento de 574 milhões de EUR para estes projetos, sendo o restante proveniente dos governos nacionais, regionais e locais, de parcerias público-privadas, de empresas e de organizações da sociedade civil.

Os projetos LIFE contribuem para alcançar os objetivos climáticos, energéticos e ambientais do Pacto Ecológico Europeu, incluindo o objetivo da UE de alcançar a neutralidade climática até 2050 e travar e inverter a perda de biodiversidade até 2030, garantindo simultaneamente a prosperidade da Europa a longo prazo. Este investimento terá um impacto prolongado no ambiente, na economia e no bem-estar de todos os cidadãos europeus. 

Está disponível nesta página o comunicado de imprensa e a lista completa dos projetos.

Youth Info Survey

Será que a capacidade de atenção dos jovens é mesmo de apenas 10 segundos?
Vamos pôr à prova esta teoria! 
Concentra-te no que realmente importa para ti e partilha as tuas experiências e prioridades em termos de trabalho, aprendizagem, voluntariado no estrangeiro e participação juvenil.
Partilha as tuas ideias para teres a oportunidade de ganhar um vale de 50 euros!
 

30 anos de EURES

Há três décadas que a EURES tem vindo a desbloquear oportunidades para ajudar os candidatos a emprego e os empregadores a desenvolverem as suas carreiras e a transformarem as suas empresas
 
Procura novas oportunidades?
 
Toda a informação em https://eures.europa.eu/index_pt
Para os serviços EURES Portugal, pode aceder aos contactos e presença na web e redes sociais em https://linktr.ee/eures.pt

 

Bolsas Mário Soares para o Colégio da Europa, 2025-2026 | DGAE/MNE

O Colégio da Europa foi estabelecido em Bruges, em 1949, após a Segunda Guerra Mundial, numa declaração na conferência de Haia, onde os delegados pediram o estabelecimento de uma universidade europeia. Instituição académica de grandes tradições no estudo, análise e discussão de assuntos europeus, o Colégio da Europa, para além de atribuir o grau de pós-graduação permite a todos que o frequentam uma experiência multicultural e de abertura a novas realidades e formas de pensar.

Sediado em Bruges, perto de Bruxelas, em Natolin, na Polónia e em Tirana, na Albânia, o Colégio oferece aos alunos um conhecimento profundo dos assuntos europeus.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, por intermédio da Direção-Geral dos Assuntos Europeus (DGAE), atribui as Bolsas Mário Soares para a frequência do Colégio da Europa, em Bruges (Bélgica), em Natolin (Polónia) e em Tirana (Albânia). As bolsas apoiam no financiamento de candidatos talentosos da Europa, ajudando-os a seguir carreiras internacionais.

O Governo dos Açores atribui, anualmente, a Bolsa de Estudo “José Medeiros Ferreira”, para a frequência de um curso de pós-graduação no Colégio da Europa. O Governo da Madeira atribui, anualmente, o Programa de Bolsas de Estudo “+ Madeira na Europa”.

Áreas de investigação em Bruges (Bélgica)

Áreas de investigação em Natolin (Varsóvia, Polónia)

Área de investigação em Tirana (Albânia)

Objetivos

O objetivo das Bolsas Mário Soares é reforçar a aposta na formação académica na área dos assuntos europeus e relações internacionais e contribuir para colmatar a reconhecida sub-representação de portugueses nas instituições e organismos da União Europeia.

Apresentação das candidaturas

As candidaturas ao Colégio da Europa devem ser apresentadas em linha, no sítio Internet do Colégio da Europa. Para o ano letivo de 2025-2026, as candidaturas devem ser apresentadas de 16 de outubro de 2024 a 15 de janeiro de 2025.

Condições gerais de admissão

Para que possam ser admitidos ao Colégio da Europa, os candidatos deverão possuir um diploma universitário de 240 ECTs numa área de estudos considerada relevante no conjunto dos programas ministrados no Colégio da Europa (um Mestrado de Bolonha, o seu equivalente no antigo Processo de Bolonha, ou um grau académico (licenciatura) e, pelo menos, 240 ECTs adquiridos no curso de um programa de estudos (por exemplo uma licenciatura de 180 ECTs e o 1º ano de mestrado, o que totaliza 240 ECTs).

Candidatos que apenas possuam uma licenciatura (180 ECTs) são também elegíveis desde que comprovem na sua candidatura que possuem outras qualificações e méritos curriculares relacionados com o programa académico a que se candidatam.

Toda a informação sobre os requisitos académicos podem ser consultados na respetiva página do Colégio da Europa.

Os candidatos devem igualmente ter domínio das línguas francesa e inglesa, tanto escrito como falado – consulte “Language Requirements“.

Duração

Um ano letivo.

Datas relevantes do processo de seleção

  • outubro a janeiro – apresentação de candidaturas em linha, a submeter junto do Colégio da Europa
  • fevereiro/março – fase da pré-seleção, em conjunto com o Comité Nacional de Seleção – notificação dos candidatos pré-selecionados para entrevista
  • março/maio – entrevistas dos candidatos pré-selecionados
  • maio/julho – período de decisão. Notificação por e-mail

O calendário completo pode ser consultado aqui.

Propinas

Consulte aqui.

Bolsas Mário Soares

As bolsas são atribuídas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, por intermédio da Direção-Geral dos Assuntos Europeus (DGAE), a candidatos nacionais, e consistem em prestações pecuniárias destinadas a comparticipar, total ou parcialmente, os encargos com propinas e alojamento para a frequência dos cursos de pós -graduação, não sendo cumuláveis com bolsas concedidas por outras entidades.

O número e o montante das bolsas atribuídas anualmente dependem da respetiva disponibilidade orçamental. O pagamento das bolsas é realizado, diretamente e numa única prestação, ao Colégio da Europa, no início de cada ano letivo.

Os candidatos devem assinalar no formulário de candidatura ao Colégio da Europa que pretendem candidatar-se a esta bolsa.

Contactos para questões adicionais

Direção-Geral dos Assuntos Europeus
Ministério dos Negócios Estrangeiros
Rua da Cova da Moura, 1
1350-115 Lisboa
Tel.: + 351 213 935 614
E-mail: ins@mne.pt 

Fonte: Centro de Informação Europeia Jacques Delors

Prémio Sakharov 2024 é atribuído aos líderes da oposição venezuelana

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado e o presidente eleito Edmundo González Urrutia foram distinguidos com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2024.

Parlamento Europeu atribuiu o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2024 a María Corina Machado como líder das forças democráticas na Venezuela e ao presidente eleito Edmundo González Urrutia, em representação de todos os venezuelanos dentro e fora do país que lutam pela restauração da liberdade e da democracia.

María Corina Machado venceu as eleições primárias do seu país em 2023 para poder concorrer como candidata da oposição democrática (Plataforma Unitária) nas eleições presidenciais de 2024, mas depois de ter sido arbitrariamente desqualificada pelo regime venezuelano, Edmundo González Urrutia tornou-se candidato.

As eleições presidenciais de julho de 2024 foram precedidas por uma repressão generalizada, que inclui a desqualificação, prisões e violações dos direitos humanos. O então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou vitória nas eleições, mas os resultados foram contestados por observadores independentes, incluindo a ONU. O Parlamento Europeu reconheceu Edmundo González como presidente legítimo da Venezuela numa resolução em setembro de 2024.

Numa conjuntura de protestos e repressão política, e temendo pela sua vida, Machado teve de se esconder. No dia 2 de setembro de 2024, um tribunal venezuelano emitiu um mandado de prisão para Edmundo González, o que gerou uma onda de reprovação a nível internacional. Entretanto, González mudou-se para a Espanha, onde lhe foi concedido asilo.

Ambos foram nomeados pelo Partido Popular Europeu. Edmundo González Urrutia foi também nomeado pelos Conservadores e Reformistas Europeus.

Os outros finalistas do Prémio Sakharov 2024

Os líderes da oposição venezuelana fazia parte dos três finalistas para o prémio do Parlamento Europeu, selecionados através da votação dos membros das comissões dos Assuntos Externos e do Desenvolvimento, a 17 de outubro.  Os outros dois finalistas eram o Professor Doutor Gubad Ibadoghlu, um professor universitário e ativista anticorrupção do Azerbaijão, e os movimentos de mulheres Women “Wage Peace” e “Women of the Sun”, de Israel/Palestina.

Professor Doutor Gubad Ibadoghlu

O Professor Doutor Gubad Ibadoghlu, é um académico e ativista anticorrupção do Azerbaijão. Foi preso em 2023 depois de criticar a indústria do petróleo e do gás do seu país e de criar uma instituição de caridade para devolver os recursos públicos roubados. Atualmente encontra-se em prisão domiciliar e enfrenta uma pena até 17 anos de prisão.
A sua detenção representou o início de uma repressão contínua contra académicos e sociedade civil antes da realização da COP29, que terá lugar em Baku no mês de novembro. Numa resolução em abril de 2024, o Parlamento pediu que as acusações contra o Professor Doutor Gubad Ibadoghlu fossem retiradas e que sua proibição de viajar fosse levantada.
Foi nomeado pelos Verdes/EFA.
“Women Wage Peace” e “Women of the Sun”

“Women of the Sun” é um movimento independente de mulheres palestinas, fundado em 2021, que reúne mulheres, jovens e crianças da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e de uma diáspora palestina mais abrangente. Tem como objetivo difundir uma consciencialização cultural e nacional sobre a paz entre as comunidades.
“Women Wage Peace” é um movimento árabe-judaico que foi criado em 2014. Pretende promover soluções não violentas, assentes no respeito e mutuamente aceites para o conflito israelo-palestiniano, com a participação ativa das mulheres em todas as etapas das negociações.
Em março de 2022, as duas organizações anunciaram uma parceria para acabar com o ciclo de derramamento de sangue. As suas líderes receberam inúmeros elogios e foram nomeadas para o Prémio Nobel da Paz.
Os movimentos “Women Wage Peace” e “Women of the Sun” e as suas co-fundadoras, Yael Admi e Reem Hajajreh, foram nomeadas pelos Socialistas e Democratas e pelo Renew Europe.
Os outros nomeados 
Elon Musk, o CEO da SpaceX, Tesla e fundador de várias empresas, incluindo a Neuralink e a OpenAI, e proprietário do X (anteriormente Twitter), foi nomeado pelos grupos Patriotas pela Europa e Europa das Nações Soberanas. Musk adquiriu o Twitter em 2022, declarando que pretendia proteger a liberdade de expressão. Em 2024, reativou contas anteriormente banidas, argumentando que as opiniões controversas merecem fazer parte do debate para salvaguardar a democracia.

Musk também expôs práticas de censura através dos “Arquivos do Twitter” e defendeu a criação de regras que protejam a diversidade de opiniões. Além disso, está empenhado em expandir o acesso à Internet em áreas remotas, promove a inclusão digital e a igualdade no acesso à informação.

Os jornalistas na Palestina (Hamza e Wael Al-Dahdouh, Plestia Alaqad, Shireen Abu Akleh e Ain Media em memória de Yasser Murtaja e Roshdi Sarraj) foram nomeados pelo grupo A Esquerda. Pelo menos 116 jornalistas, incluindo 111 palestinos, foram mortos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023. E muitos mais jornalistas foram agredidos, detidos ou ameaçados, desapareceram ou foram alvo de censura e ciberataques.

Entre aqueles que pereceram enquanto faziam a cobertura jornalística do conflito estão: Shireen Abu Akleh, Hamza Al-Dahdouh, Yasser Murtaja e Roshdi Sarraj. Apesar dos perigos, os jornalistas prosseguem o seu trabalho para revelar a verdade sobre a situação em Gaza, muitas vezes sem qualquer tipo de proteção ou de supervisão internacional.



O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento


O Parlamento Europeu atribui anualmente o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento com um valor de 50 000 euros, para homenagear indivíduos e organizações exemplares que se destacam pela defesa dos direitos humanos, da democracia e das liberdades fundamentais. Os laureados em 2023 com esta distinção foram Jina Mahsa Amini e o movimento “Mulher, Vida e Liberdade” do Irão.

As nomeações para o Prémio Sakharov 2024, que podiam ser feitas por grupos políticos ou por, pelo menos, 40 eurodeputados, foram anunciadas durante uma reunião conjunta das comissões dos Assuntos Externos e do Desenvolvimento e da subcomissão dos Direitos Humanos, que teve lugar a 26 de setembro de 2024. em Bruxelas.

Criada em 1988, esta distinção deve o seu nome a Andrei Sakharov, um físico nuclear soviético e um forte defensor da democracia e dos direitos humanos. Sakharov ganhou o Prémio Nobel da Paz em 1975 pelos seus esforços para sensibilizar a população para os perigos da corrida à aquisição de armamento nuclear.