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#DiscoverEU – Conhece a Europa de comboio

Comissão Europeia celebra 40 anos de Schengen atribuindo 40 mil passes de viagem a jovens.

Por ocasião do 40.º aniversário do espaço Schengen, a Comissão Europeia proporcionará a 40 000 jovens uma oportunidade única de descobrir a Europa no âmbito da iniciativa DiscoverEU, uma ação do programa Erasmus+.

Para se habilitarem a receber um passe de viagem, os jovens nascidos entre 1 de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2007 deverão preencher um breve questionário sobre a União Europeia no Portal Europeu da Juventude.

Os candidatos selecionados terão a oportunidade de viajar gratuitamente até 30 dias, entre 1 de março de 2026 e 31 de maio de 2027, e receberão um cartão de descontos para usar em transportes públicos, cultura, alojamento, alimentação, desporto e outros serviços em 36 países europeus.

Os titulares do passe poderão planear os seus próprios itinerários ou inspirar-se nos já existentes, como o Itinerário do Novo Bauhaus Europeu, com paragens em belas cidades sustentáveis e inclusivas em sintonia com a iniciativa Novo Bauhaus Europeu, ou o Itinerário Verde DiscoverEU, que leva os jovens viajantes a alguns dos destinos mais sustentáveis e respeitadores da natureza em todo o continente, por exemplo as cidades vencedoras dos prémios Capital Verde da Europa e Folha Verde da Europa ou as cidades que lideram a Missão Cidades com Impacto Neutro no Clima e Inteligentes.

As sugestões de Itinerários Verdes DiscoverEU ajudam os participantes a planear viagens ecológicas.

As candidaturas são realizadas no sítio do DiscoverEU e decorrem entre as 11h00 de 30 de outubro de 2025 e as 11h00 de 13 de novembro de 2025 (hora de Portugal continental). Podem candidatar-se jovens da União Europeia e de países terceiros associados ao programa Erasmus+.

Os participantes com deficiência ou problemas de saúde receberão apoio durante as suas viagens, em consonância com os valores preconizados pelo programa Erasmus+ e pela Ação de Inclusão DiscoverEU, incluindo a possibilidade de viajar com acompanhantes.

Para mais informações, consulte o comunicado de imprensa.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Pacote Alargamento 2025 mostra progressos dos principais países parceiros no percurso de adesão à UE

A Comissão Europeia adotou hoje o seu Pacote Anual de Alargamento, que apresenta uma avaliação exaustiva dos progressos realizados pelos países parceiros do alargamento nos últimos doze meses. O pacote deste ano reafirma que a dinâmica do alargamento ocupa um lugar de destaque na agenda prioritária da UE. Confirma igualmente que a adesão de novos Estados-Membros está cada vez mais ao nosso alcance.

Manter a coerência e seguir uma abordagem baseada no mérito é fundamental para o êxito da adesão à UE. O Montenegro, a Albânia, a Ucrânia, a República da Moldávia, a Sérvia, a Macedónia do Norte, a Bósnia-Herzegovina, o Kosovo, a Turquia e a Geórgia prosseguem as respetivas trajetórias rumo à UE. O ritmo das suas reformas, em especial nos domínios da democracia, do Estado de direito e dos direitos fundamentais, tem um impacto direto na rapidez da adesão. Estes progressos beneficiam tanto os aspirantes a Estados-Membros como os atuais Estados-Membros da UE, promovendo a prosperidade, a democracia, a segurança e a estabilidade e, ao mesmo tempo, desbloqueando novas oportunidades para os cidadãos e as empresas, como investimentos estratégicos e a abertura do mercado único.

Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, declarou: «Estamos mais empenhados do que nunca em tornar o alargamento da UE uma realidade. Porque uma União maior significa uma Europa mais forte e mais influente na cena mundial. Mas este deve continuar a ser um processo baseado no mérito. O nosso pacote fornece recomendações específicas a todos os nossos países parceiros. E a todos dizemos: a adesão à UE é uma oferta única. Uma promessa de paz, prosperidade e solidariedade. Com as reformas certas e uma forte vontade política, todos podem aproveitar esta oportunidade.»

As avaliações, acompanhadas de recomendações e orientações sobre as prioridades de reforma, fornecem um roteiro para a adesão dos países parceiros do alargamento à UE. A Comissão continua plenamente empenhada em apoiar os futuros Estados-Membros nesta viagem. A integração gradual dos aspirantes a Estados-Membros no mercado único reforça os laços com a União mesmo antes da sua adesão. Tendo o alargamento como objetivo político claro no presente mandato, a Comissão está empenhada em assegurar tanto a prontidão dos aspirantes a Estados-Membros como a preparação da UE para os acolher. Para o efeito, será apresentada em breve uma comunicação sobre as revisões e reformas políticas aprofundadas.

Principais conclusões

O Montenegro registou progressos significativos na via da adesão à UE, encerrando quatro capítulos de negociação ao longo do último ano. O compromisso do Montenegro de encerrar provisoriamente mais cinco capítulos até ao final de 2025 reflete a sua dedicação à integração europeia. A manutenção de progressos constantes em matéria de reformas e a procura de um amplo consenso político contínuo são cruciais para alcançar o objetivo do país de encerrar as negociações de adesão até ao final de 2026. Se mantiver o ritmo das reformas, o país estará no caminho certo para atingir esse objetivo.

A Albânia realizou progressos significativos, com quatro capítulos abertos ao longo do último ano. Prevê-se que o capítulo restante seja aberto antes do final do ano. Registaram-se progressos em matéria de princípios fundamentais, em especial no que diz respeito à reforma da justiça e à luta contra a criminalidade organizada e a corrupção. São agora necessários esforços continuados para cumprir os critérios de referência intercalares no âmbito dos princípios fundamentais, o que abrirá caminho ao início do encerramento dos capítulos de negociação, uma vez realizadas as reformas setoriais necessárias. A consecução do objetivo da Albânia de concluir as negociações até 2027 depende da manutenção da dinâmica das reformas e da promoção de um diálogo político inclusivo.

Apesar da guerra de agressão implacável da Rússia, a Ucrânia continua fortemente empenhada na sua trajetória de adesão à UE, tendo concluído com êxito o processo de análise e avançado em reformas fundamentais. A Ucrânia adotou roteiros sobre o Estado de direito, a administração pública e o funcionamento das instituições democráticas, bem como um plano de ação sobre as minorias nacionais. A Ucrânia cumpriu as condições necessárias para abrir vários capítulos: capítulo um (princípios fundamentais), capítulo seis (relações externas) e capítulo dois (mercado interno). A Comissão espera que a Ucrânia preencha as condições para abrir os restantes três capítulos e trabalha no sentido de assegurar que o Conselho esteja em condições de fazer avançar a abertura de todos os capítulos antes do final do ano. A Ucrânia deve também continuar a realizar progressos na execução de reformas adicionais, em especial relacionadas com os princípios fundamentais, e na luta contra a corrupção.

Face às contínuas ameaças híbridas e às tentativas de desestabilização do país, a Moldávia avançou significativamente na sua trajetória de adesão, concluindo com êxito o processo de análise. A primeira cimeira UE-Moldávia, realizada em julho de 2025, marcou uma nova fase de cooperação e integração. A Moldávia adotou roteiros sobre o Estado de direito, a administração pública e o funcionamento das instituições democráticas. A avaliação da Comissão é de que a Moldávia cumpriu as condições necessárias para abrir vários capítulos: capítilo um (princípios fundamentais), capítulo seis (relações externas) e capítulo dois (mercado interno). A Comissão espera que a Moldávia satisfaça igualmente as condições para abrir os restantes três capítulos e trabalha no sentido de assegurar que o Conselho esteja em condições de fazer avançar a abertura de todos os capítulos antes do final do ano. É crucial manter a dinâmica das reformas, reforçada por um forte apoio parlamentar à trajetória europeia do país na sequência das eleições de setembro.

A polarização na sociedade sérvia aprofundou-se no contexto de protestos em massa em toda a Sérvia desde novembro de 2024, refletindo a deceção dos cidadãos, nomeadamente devido à corrupção e à perceção de falta de responsabilização e transparência, juntamente com casos de uso excessivo da força contra manifestantes e pressão sobre a sociedade civil. Isto tem levado a um ambiente cada vez mais difícil em que a retórica fraturante conduziu a uma grave erosão da confiança entre as partes interessadas, o que, por sua vez, tem impacto no processo de adesão. As reformas abrandaram significativamente. Embora reconhecendo ter havido alguns desenvolvimentos recentes, como o relançamento do procedimento de seleção do novo Conselho da entidade reguladora dos meios de comunicação eletrónicos (REM) e os progressos no processo legislativo sobre a lei relativa a um registo unificado dos eleitores, processos que agora têm de ser concluídos e aplicados, bem como um recente aumento do alinhamento com a política externa e de segurança comum da UE, que tem de ser prosseguido, é necessário fazer mais. A Sérvia deverá superar o impasse no domínio do sistema judicial e dos direitos fundamentais em geral e inverter urgentemente o retrocesso em matéria de liberdade de expressão e a erosão da liberdade académica.

A Macedónia do Norte prosseguiu os seus trabalhos sobre os roteiros para o Estado de direito, a reforma da administração pública e o funcionamento das instituições democráticas, bem como sobre o plano de ação para a proteção das minorias. A Macedónia do Norte deve intensificar os esforços para defender o Estado de direito, salvaguardando a independência e a integridade judiciais e reforçando a luta contra a corrupção. O país deve também adotar as alterações constitucionais necessárias com vista a incluir na Constituição os cidadãos que vivem dentro das fronteiras do Estado e que fazem parte de outras comunidades, como os búlgaros, tal como referido nas conclusões do Conselho de julho de 2022, que o país comprometeu-se em lançar e alcançar.

Na Bósnia-Herzegovina, a crise política  na entidade República Srpska e o fim da coligação no poder minou o progresso no processo de adesão, o que se traduziu num número limitado de reformas, nomeadamente em matéria de proteção de dados e controlo das fronteiras, bem como a assinatura do acordo relativo ao estatuto da Frontex. Ao mesmo tempo, a Bósnia-Herzegovina apresentou o seu programa de reformas à Comissão em setembro. Na sequência das recentes mudanças institucionais na entidade República Srpska, a Bósnia-Herzegovina tem a oportunidade de realizar reformas na sua trajetória de adesão à UE. Para iniciar efetivamente as negociações de adesão, as autoridades devem finalizar e adotar leis de reforma judicial, em plena consonância com as normas europeias, e nomear um negociador principal.

O Kosovo continuou empenhado na sua trajetória europeia, com um elevado nível de apoio público. O atraso na formação das instituições na sequência das eleições gerais de fevereiro abrandou os progressos das reformas relacionadas com a UE. É necessário estabelecer uma cooperação interpartidária e voltar a dar prioridade a estas reformas para que o Kosovo retome a trajetória da adesão à UE. A normalização das relações com a Sérvia e a execução dos compromissos assumidos no âmbito do Diálogo continuam a ser parte integrante da perspetiva europeia do Kosovo. A Comissão está pronta a elaborar um parecer sobre o pedido de adesão do Kosovo, a pedido do Conselho. Paralelamente aos esforços de­redução das tensões no norte do Kosovo, a Comissão tomou as primeiras medidas para levantar gradualmente as medidas contra o Kosovo em vigor desde maio de 2025. Os próximos passos continuam condicionados pela redução sustentada das tensões no norte. A Comissão tenciona continuar a levantar estas medidas, desde que seja alcançada uma transferência ordenada da governação local no norte após a segunda volta das eleições locais e que a redução das tensões seja sustentada.

A Turquia continua a ser um país candidato e um parceiro fundamental da UE. Em consonância com as conclusões do Conselho Europeu de abril de 2024, a UE desenvolveu as relações com a Turquia de forma faseada, proporcional e reversível, empenhando-se em prioridades comuns. O reatamento das conversações sobre a resolução do conflito em Chipre é um elemento fundamental da cooperação. Ao mesmo tempo, o aumento das ações judiciais contra figuras e partidos da oposição, juntamente com várias outras detenções, suscita sérias preocupações quanto à adesão da Turquia aos valores democráticos. Embora o diálogo sobre o Estado de direito continue a ser fundamental para as relações UE-Turquia, a deterioração das normas democráticas, da independência judicial e dos direitos fundamentais ainda não foi abordada. As negociações de adesão com a Turquia permanecem num impasse.

Em 2024, o Conselho Europeu concluiu que o processo de adesão da Geórgia à UE foi, de facto, interrompido. Desde então, a situação deteriorou-se acentuadamente, com graves retrocessos democráticos marcados por uma rápida erosão do Estado de direito e por graves restrições aos direitos fundamentais. Tal inclui legislação que limita gravemente o espaço cívico, compromete a liberdade de expressão e de reunião e viola o princípio da não discriminação. As autoridades georgianas têm de inverter urgentemente a sua linha de ação e envidar esforços abrangentes e concretos para dar resposta às preocupações em aberto e às principais reformas apoiadas pela cooperação interpartidária e pela participação cívica, em consonância com os valores da UE. Na sequência das conclusões do Conselho Europeu de dezembro de 2024 e à luz do contínuo retrocesso da Geórgia, a Comissão considera a Geórgia um país candidato apenas no nome. As autoridades georgianas devem demonstrar um compromisso firme no sentido de inverter o rumo e regressar à via de adesão à UE.

Próximas etapas

Cabe agora ao Conselho ter em conta as recomendações da Comissão hoje apresentadas e tomar decisões sobre as etapas que se avizinham no processo de alargamento.

Contexto

O alargamento é um processo rigoroso, justo e baseado no mérito, baseado nos progressos objetivos de cada país do alargamento. A UE apoia o reforço das instituições, a governação democrática e as reformas da administração pública em todos estes países.

Ao promover a integração gradual, a UE traz benefícios mesmo antes da adesão. Iniciativas como o Plano de Crescimento para os Balcãs Ocidentais, no valor de 6 mil milhões de euros, o Plano de Crescimento para a Moldávia, no valor de 1,9 mil milhões de euros, e o Mecanismo para a Ucrânia, no valor de 50 mil milhões de euros, permitem aos países avançar nas suas reformas, bem como estabelecer uma ligação mais forte com a UE, nomeadamente através da integração gradual e da participação no SEPA (Espaço Único de Pagamento em Euros) e no programa «itinerância como em casa» (Roam Like at Home).

Cada alargamento tornou a nossa União mais forte. Quando dez países aderiram à UE em 2004, isso marcou a maior expansão de sempre da União. Nas duas décadas que se seguiram, os recém-chegados viram o nível de vida duplicar, o desemprego cair quase para metade, a esperança de vida aumentar de 75 para 79 anos, a pobreza e a exclusão social cair acentuadamente e serem criados 6 milhões de novos postos de trabalho. Para os membros existentes, o comércio multiplicou-se mais de cinco vezes desde então, enquanto 20 milhões de empregos também foram criados. Para a UE no seu conjunto, o mercado único ganhou 74 milhões de novos consumidores na altura e a economia da UE expandiu-se 27 %, apesar das crises mundiais.

Para mais informações

Comunicação de 2025 sobre a política de alargamento da UE – Alargamento e Vizinhança Oriental

Ficha informativa sobre o processo de adesão à UE

Ficha informativa sobre o ponto da situação das negociações de adesão

Para mais informações sobre as conclusões e recomendações, consultar:

Montenegro: Relatório; Ficha informativa

Albânia: Relatório; Ficha informativa

Ucrânia: Relatório; Ficha informativa

Moldávia: Relatório; Ficha informativa

Sérvia: Relatório; Ficha informativa

Macedónia do Norte: Relatório; Ficha informativa

Bósnia-Herzegovina: Relatório; Ficha informativa

Kosovo: Relatório; Ficha informativa

Turquia: Relatório; Ficha informativa

Geórgia: Relatório; Ficha informativa

Citações

«O processo de alargamento está a avançar mais rapidamente do que nos últimos 15 anos. Mas não podemos dar-nos ao luxo de perder o ímpeto. A ordem mundial está a mudar e a segurança da Europa está cada vez mais em risco. O alargamento é um investimento numa Europa estável e a maioria dos nossos cidadãos reconhece-o. Não há atalhos para os países aspirantes, mas tudo o que a UE pode fazer para apoiar o processo tem de ser feito. A janela para o alargamento está aberta e temos de aproveitar agora esta oportunidade. A adesão de novos países à UE até 2030 é um objetivo realista.»

Kaja Kallas, Alta Representante/Vice-Presidente

«No geral, 2025 foi um ano de progressos significativos para o alargamento da UE. Destacam-se o Montenegro, a Albânia, a Ucrânia e a Moldávia. Foram os que mais avançaram nas reformas no ano passado. A este ritmo e tendo em conta a qualidade das reformas, poderemos concluir as negociações de adesão nos próximos anos. Se for bem feita, uma União maior tornará a Europa mais forte. A Comissão insistirá na mais elevada qualidade das reformas, especialmente no que diz respeito ao Estado de direito, às instituições democráticas e às liberdades fundamentais. Não haverá atalhos. Um continente unificado é a resposta mais forte aos que procuram dividir e desestabilizar a Europa.»

Marta Kos, Comissária responsável pelo alargamento

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Alta velocidade Lisboa-Madrid: Comissão Europeia adota plano para conclusão da ligação até 2034

A Comissão Europeia adotou uma decisão de execução que define os principais marcos e prazos para a conclusão da ligação ferroviária de alta velocidade entre Madrid e Lisboa.

Este projeto emblemático de infraestruturas transnacionais é fundamental para o reforço da conectividade na União Europeia. A decisão foi apoiada unanimemente pelos Estados-Membros, promovendo a plena integração de Portugal e Espanha na rede ferroviária europeia de alta velocidade. Em 2030, o tempo de viagem entre as duas capitais será de cerca de cinco horas, reduzindo-se para apenas três horas até 2034.

Apostolos Tzitzikostas, comissário responsável pelos Transportes Sustentáveis e Turismo, declarou:«Percorrer um pouco mais de 600 quilómetros de Lisboa a Madrid em apenas três horas constitui um exemplo notável do tipo de ligações ferroviárias de alta velocidade que pretendemos para toda a Europa. Com estas ligações, as viagens de comboio tornam-se alternativas verdadeiramente atrativas e sustentáveis para viajar entre cidades.»

A Comissão já deu apoio à criação desta ligação ferroviária. Em Portugal, a nova linha de alta velocidade Évora-Elvas recebeu 235 milhões de euros do Mecanismo Interligar a Europa. Do lado espanhol, vários fundos de investimento da UE, como o FEDER e o MRR, destinaram cerca de 750 milhões de euros à linha de alta velocidade que liga a Estremadura a Madrid desde 2014.

A decisão de hoje faz parte de um esforço mais vasto para acelerar a execução de projetos transfronteiriços ao abrigo do Regulamento relativo à rede transeuropeia de transportes (RTE-T) revisto, vindo reforçar o empenho da UE no desenvolvimento de transportes sem descontinuidades, sustentáveis e seguros. Representa igualmente um passo importante para concretizar a visão da UE de ligar a Europa por transporte ferroviário de alta velocidade. No início de novembro, a Comissão apresentará o seu plano de uma rede europeia de alta velocidade.

Estão disponíveis mais informações no comunicado de imprensa.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Comissão Europeia disponibiliza 13,8 milhões de euros para parcerias transnacionais de jornalismo e pluralismo dos média

A Comissão Europeia abriu o sexto convite anual à apresentação de propostas no âmbito do programa Europa Criativa, no qual disponibiliza 13,8 milhões de euros para projetos de colaboração transnacional no domínio do jornalismo e para apoio ao pluralismo dos meios de comunicação social.

Uma parte do financiamento destina-se a colaborações no domínio do jornalismo e a apoiar parcerias transnacionais de meios de informação. Esta vertente do convite à apresentação de propostas visa reforçar a resiliência do setor europeu dos meios de comunicação social que enfrenta múltiplos desafios, incluindo a sustentabilidade financeira do jornalismo profissional. O orçamento disponível é de 6,9 milhões de euros, com um máximo de 2 milhões de euros por projeto bienal.

A segunda vertente visa apoiar o pluralismo dos meios de comunicação social, estando aberta a organizações que possam ser intermediárias de financiamento a meios de comunicação social locais e regionais, comunitários, de jornalismo de investigação ou especializados em notícias de interesse público. O orçamento disponível é de 6,9 milhões de euros, com um máximo de 2,5 milhões de euros por projeto bienal.

A mudança dos leitores para meios de informação digitais cria dificuldades aos meios de comunicação social tradicionais, pondo em risco muitos meios independentes de menor dimensão. Impõe-se, portanto, apoiar estes meios de comunicação para que melhorem o seu posicionamento, adaptem os seus métodos, continuem a constituir fontes de informação original e sejam instrumentos de responsabilização dos decisores políticos. Em última análise, pretende-se que contribuam para uma maior diversificação e independência do setor dos meios de comunicação social.

Ambos os convites à apresentação de propostas estão abertos até 4 de fevereiro de 2026.

O reforço da resiliência da sociedade, bem como o apoio à literacia mediática e ao jornalismo independente fazem parte de um esforço mais vasto da Comissão que visa capacitar os cidadãos europeus para a tomada de decisões informadas e a participação ativa nos processos democráticos. Estas orientações constituirão elementos centrais do futuro Escudo Europeu da Democracia anunciado pela presidente Ursula von der Leyen no discurso sobre o estado da União de 2025.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Prémio Sakharov 2025 para os jornalistas Andrzej Poczobut e Mzia Amaglobeli

Os dois jornalistas, detidos na Bielorrússia e na Geórgia, são os laureados do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2025, que será entregue no dia 16 de dezembro. Ao anunciar os laureados no hemiciclo, quarta-feira, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, afirmou: “Ao atribuir o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento deste ano a Andrzej Poczobut, da Bielorrússia, e a Mzia Amaglobeli, da Geórgia, prestamos homenagem a dois jornalistas cuja coragem brilha como um farol para todos os que se recusam a ser silenciados. Ambos pagaram um preço elevado por dizer a verdade ao poder, tornando-se símbolos da luta pela liberdade e pela democracia. O Parlamento está ao seu lado e ao lado de todos aqueles que continuam a exigir liberdade”.

Andrzej Poczobut é jornalista, ensaísta, bloguista e ativista da minoria polaca na Bielorrússia. Conhecido crítico do regime de Alexander Lukashenko e autor de textos sobre história e direitos humanos, Andrzej Poczobu foi muitas vezes detido, encontrado-se preso numa colónia penal desde 2021, depois de condenado a uma pena de oito anos. Desde então, a sua saúde piorou mas, apesar de não receber os cuidados médicos de que necessita, continua a lutar pela liberdade e pela democracia. O atual estado de saúde de Andrzej Poczobut é desconhecido e as visitas de família não estão autorizadas. Numa resolução aprovada em 15 de março de 2023, o Parlamento apelou à libertação imediata e incondicional de Andrzej Poczobut, afirmando que as acusações contra ele eram “politicamente motivadas” e “visavam silenciar vozes independentes e suprimir a liberdade de expressão e de associação”.

Mzia Amaglobeli, jornalista georgiana e diretora dos meios de comunicação social em linha Batumelebi e Netgazeti, foi detida em janeiro de 2025 por ter participado em manifestações antigovernamentais na Geórgia. Em agosto, foi condenada a dois anos de prisão por motivos políticos. Primeira prisioneira política da Geórgia desde a independência do país e defensora da liberdade de expressão, Mzia Amaglobeli tornou-se a figura de proa do movimento de protesto pró-democracia da Geórgia, opondo-se a partido no poder “Sonho Georgiano” desde as eleições contestadas de outubro de 2024.

Numa resolução aprovada em 19 de junho de 2025, o Parlamento Europeu apelou à libertação imediata e incondicional de Mzia Amaglobeli, condenando “os ataques sistémicos do regime do Sonho Georgiano às instituições democráticas, à oposição política, aos meios de comunicação social independentes, à sociedade civil e à independência do poder judicial”.

Parlamento apoia os defensores da democracia e da liberdade de expressão
O Parlamento Europeu é um apoiante firme da oposição democrática na Bielorrússia, tendo atribuído a este movimento o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento em 2020. Em maio de 2024, a presidente Roberta Metsola assinou uma carta de intenções para reforçar a cooperação entre o Parlamento Europeu e as forças democráticas na Bielorrússia. Numa sessão plenária formal em Estrasburgo, em 22 de outubro de 2025, o Parlamento Europeu deu as boas-vindas a dois importantes líderes da oposição da Bielorrússia, Sergey Tihanovski e Sviatlana Tsikhanouskaya, adotando uma nova resolução sobre a situação na Bielorrússia. Em novembro de 2024, o Parlamento Europeu defendia que a Geórgia repetisse as eleições, após a contestação ao escrutínio do mês anterior. Em julho de 2025, os eurodeputados adotaram uma resolução em que lamentavam o retrocesso democrático e a repressão na Geórgia e notavam que o atual Governo georgiano estava a comprometer a via de adesão do país à UE. Os membros do Parlamento apelaram à UE e aos Estados-Membros para que impusessem sanções pessoais bilaterais e coordenadas aos principais funcionários do partido “Sonho Georgiano”, enquanto pediam à Comissão Europeia que analisasse a aplicação do Acordo de Associação UE-Geórgia.

Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento Designado em homenagem ao físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov, o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é a mais alta distinção da União Europeia no domínio dos direitos humanos. É atribuído todos os anos, desde 1988, pelo Parlamento Europeu, a indivíduos, grupos ou organizações como reconhecimento por um trabalho de defesa dos direitos humanos, da liberdade de expressão e dos valores democráticos. Vários laureados com o Prémio Sakharov também foram distinguidos com o Prémio Nobel da Paz. Mais recentemente, Maria Corina Machado, laureada com o Prémio Sakharov em 2024 na Venezuela, foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz 2025. Outros exemplos incluem Nelson Mandela, Malala Yousafzai, Denis Mukwege, Nadia Mourad, Ales Bialiatski and Oleksandra Matviichuk.

Lista dos anteriores laureados com o Prémio Sakharov
Para saber mais
 Sítio Web do Prémio Sakharov
 Serviço de Estudos do Parlamento Europeu: A situação na Bielorrússia, cinco anos após as eleições presidenciais fraudulentas
 Centro Multimédia do Parlamento Europeu: Prémio Sakharov
 Comissão dos Assuntos Externos
 Comissão do Desenvolvimento
 Subcomissão dos Direitos Humanos

Fonte: Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal

Comissão Europeia apresenta programa de trabalho para 2026

A Comissão Europeia apresentou o seu programa de trabalho para 2026, que define uma série de ações em prol de uma Europa mais soberana e independente. O programa aborda os desafios atuais e futuros decorrentes das ameaças à segurança e à democracia da Europa, aos conflitos e tensões geopolíticas, aos riscos para a economia e a indústria europeias e da aceleração das alterações climáticas. Baseia-se nos compromissos delineados nas orientações políticas e nas cartas de missão enviadas pela presidente Ursula von der Leyen ao Colégio de Comissários da UE, bem como nas ideias apresentadas no discurso sobre o estado da União de 2025.

Em 2026, a Comissão continuará a reduzir a burocracia para os cidadãos, as empresas e as administrações públicas. O primeiro relatório de síntese sobre a simplificação, a aplicação e a execução destaca os progressos alcançados até à data, como os seis pacotes omnibus e outras propostas de simplificação destinadas a evitar mais de 8,6 mil milhões de euros de custos por ano para as empresas e os cidadãos.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, declarou: «O programa de trabalho para 2026 representa mais um passo significativo em direção a uma Europa mais forte e mais soberana. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com o Parlamento Europeu e o Conselho para concretizar as prioridades da Europa, impulsionar a competitividade, tirar partido da força do nosso mercado único, simplificar as nossas regras e fazer face à crise da acessibilidade dos preços. Juntos, protegeremos os cidadãos europeus e defenderemos os nossos valores.»

Mais informações:

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Investigação sobre frota-fantasma russa ganha Prémio Daphne Caruana Galizia de Jornalismo de 2025

A investigação da Follow the Money venceu o Prémio Daphne Caruana Galizia de Jornalismo 2025, por expor as redes financeiras que permitem à Rússia escapar às sanções ao comércio de petróleo.
investigação, coordenada pela plataforma de jornalismo de investigação Follow the Money, em colaboração com meios de comunicação social belgas, dinamarqueses, alemães, gregos, italianos, noruegueses, neerlandeses e britânicos, revelou de que forma armadores ocidentais ganharam mais de 6 mil milhões de dólares com a venda de 230 velhos navios-tanque à frota-fantasma russa. Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, Pina Picierno, vice-presidente responsável pelo Prémio, e representantes do júri independente europeu participaram na cerimónia de entrega do Prémio, realizada na Sala de Imprensa Daphne Caruana Galizia, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, declarou: “O Prémio Daphne Caruana Galizia atesta a ligação indissociável entre uma imprensa livre, a democracia e a paz. Numa altura em que os regimes autoritários tentam silenciar a verdade e distorcer a realidade, a Europa está unida em torno dos jornalistas que expõem a corrupção e todos aqueles que se recusam a ser silenciados”. Entre 21 de maio e 31 de julho de 2025, centenas de jornalistas dos 27 Estados‑Membros da União Europeia enviaram as suas histórias para apreciação. Antes da escolha do vencedor, o júri selecionou 10 finalistas.

Sobre a história vencedora
Organizada pela Follow the Money, em colaboração com 13 redações e 40 jornalistas, a investigação revela de que forma armadores ocidentais ganharam mais de 6 mil milhões de dólares com a venda de 230 velhos navios-tanque à frota-fantasma russa. Os jornalistas revelaram que estes navios funcionam agora sob estruturas de propriedade opacas, muitas vezes sem um seguro ambiental adequado, representando um risco ecológico significativo. Combinando jornalismo de investigação tradicional com análise de dados e localização por satélite, este trabalho descreve estruturas de propriedade empresarial complexas, analisa as rotas do transporte marítimo e revela o custo humano deste comércio, através de entrevistas com tripulantes que trabalham em condições perigosas. A investigação expõe uma rede complexa de envolvimento europeu na evasão às sanções por parte da Rússia, incluindo oito empresas de tripulação de frotas‑fantasma que operam dentro das fronteiras europeias, e o facto de vinte dessas empresas estarem sediadas na Ucrânia. A investigação identificou membros da tripulação de sessenta navios da frota-fantasma em empresas de países europeus, revelando a interligação existente entre empresas europeias e a economia de guerra russa. Os parceiros editoriais desta investigação foram: Follow the Money (Países Baixos), De Tijd (Bélgica), Süddeutsche Zeitung (Alemanha), WDR (Alemanha), NDR (Alemanha), The Times (Reino Unido), SourceMaterial (Reino Unido), IRPIMedia (Itália), OCCRP, NRK (Noruega), Danwatch (Dinamarca), Solomon (Grécia), Inside Story (Grécia), Dialogue Earth.

Sobre o Prémio
O Prémio, com o apoio do Parlamento Europeu, é uma homenagem a Daphne Caruana Galizia, jornalista de investigação e bloguista maltesa que foi assassinada em outubro de 2017. Recompensa anualmente o jornalismo de excelência que promova ou defenda os princípios fundamentais da União Europeia, como a dignidade humana, a liberdade, a democracia, a igualdade, o Estado de direito e os direitos humanos. O Prémio está aberto a jornalistas e equipas de jornalistas profissionais de qualquer nacionalidade, que podem apresentar artigos de fundo que tenham sido publicados ou difundidos em meios de comunicação social sediados num dos 27 Estados‑Membros da União Europeia. O Prémio e a recompensa monetária de 20 mil euros demonstram o forte apoio do Parlamento Europeu ao jornalismo de investigação e à proteção dos jornalistas em todo o mundo.

Anteriores vencedores
2021 – «Projeto Pegasus», coordenado por Forbidden Stories
2022 – Documentário intitulado «A República Centro-Africana sob a influência da Rússia» de Clément Di Roma e Carol Valade (ARTE, France24 e Le Monde)
2023 – Investigação conjunta sobre o naufrágio de um barco que transportava migrantes ao largo de Pylos (Solomon, em colaboração com Forensis, StrgF/ARD e The Guardian)
2024 – Investigação sobre o desaparecimento de crianças migrantes não acompanhadas (Lost in Europe)

Quem era Daphne Caruana Galizia? Daphne Caruana Galizia era uma jornalista, bloguista e ativista anticorrupção maltesa cujo trabalho jornalístico se centrava na corrupção, no branqueamento de capitais, na criminalidade organizada, na venda de cidadania e nas ligações do governo maltês aos Documentos do Panamá. Depois de alguns episódios de assédio e ameaças, foi assassinada na explosão de um carro armadilhado em 16 de outubro de 2017. Os protestos contra a forma como as autoridades conduziram a investigação do seu homicídio acabaram por levar à demissão do primeiro‑ministro Joseph Muscat. Em dezembro de 2019, criticando as falhas na investigação do homicídio, os eurodeputados apelaram à Comissão Europeia para que tomasse medidas.
Para saber mais
 Conferência de imprensa de apresentação do Prémio (21/10/2025)
 Sítio web do Prémio Daphne Caruana Galizia de Jornalismo
 Sítio Web do projeto vencedor
 Página do projeto
 Os finalistas da edição de 2025
 Fotografias da cerimónia de entrega de prémios

Fonte: Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal

Óbidos celebra 40 Anos de Portugal na União Europeia no FÓLIO, Festival Literário Internacional

De 9 a 19 de outubro de 2025, a Representação da Comissão Europeia em Portugal, com o apoio do EUROPE DIRECT Oeste, Lezíria e Médio Tejo, associa-se ao FÓLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, para assinalar quatro décadas da adesão portuguesa à União Europeia, com debates, mesas redondas, oficinas, sessões de leitura e uma exposição multilinguística.

De 9 a 19 de outubro de 2025, a Representação da Comissão Europeia em Portugal, juntamente com a Assembleia da República, o Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, a Europa Criativa e o Centro EUROPE DIRECT Oeste, Lezíria e Médio Tejo, associa-se ao FÓLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos,para assinalar quatro décadas da adesão portuguesa à União Europeia, com debates, mesas redondas, oficinas, sessões de leitura e uma exposição multilinguística.

A 10.ª edição do FÓLIO decorre de 9 a 19 de outubro de 2025, e a abertura das iniciativas com o selo europeu acontece a 10 de outubro, pelas 16h30, com a mesa literária “Fronteiras, Cultura e União Europeia”, na Tenda Vila Literária, moderada por Sofia Moreira de Sousa, Representante da Comissão Europeia em Portugal. Nesta sessão, artistas de diferentes áreas, como o músico Matay e o realizador Tiago Mesquita, partilharão experiências e refletirão sobre os impactos que a integração europeia trouxe às artes, à cultura e à circulação de criadores e obras. A conversa abordará de que forma a adesão à União Europeia influenciou fronteiras culturais, gerou oportunidades para novas colaborações internacionais e consolidou uma dimensão europeia na produção artística portuguesa.

Entre os momentos mais destacados do festival, no dia 18 de outubro, às 18h30, no Chocolate House, será apresentada a obra Nós: União Europeia e a coleção Missão: Democracia. A sessão contará com a presença (a confirmar) do Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, da Representante da Comissão Europeia em Portugal, Sofia Moreira de Sousa, do autor David Machado, do ilustrador João Fazenda e do jovem leitor Francisco Borges. A conversa sublinha como os valores da União Europeia podem ser transmitidos às novas gerações, mostrando que a história europeia se constrói de múltiplas vozes e caminhos entrelaçados.

No dia 14 de outubro, o espaço Chocolate House acolhe a sessão informativa “Financiamento Nacional e Europeu para o Sector do Livro e da Edição”, com Ana Castro, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e Sara Machado, do Centro de Informação Europa Criativa. Serão apresentados os mecanismos nacionais e europeus de apoio à edição, tradução e internacionalização de obras, destinados a profissionais do sector do livro.

Nos dias 15 e 16 de outubro, a contadora de histórias Sónia Dias dinamizará sessões nas escolas básicas do concelho, sob o mote “Unidos encontramos o caminho”, envolvendo alunos das escolas locais. No dia 17, decorrerá a oficina “Nós: União Europeia”, conduzida pelo autor David Machado, na qual os participantes serão convidados a criar novas personagens para a narrativa coletiva do livro.

Ainda a 17 de outubro, às 17h00, no Museu Abílio de Mattos e Silva, terá lugar o debate “40 Anos de Cultura e Língua Portuguesa na UE”, que contará com a participação de eurodeputados portugueses, abordando a diversidade linguística, a evolução da criação artística e o contributo de Portugal para a construção cultural europeia.

Durante todo o festival, de 9 a 19 de outubro, estará disponível na Casa José Saramago – Biblioteca Municipal de Óbidos a exposição “Viajar pela Europa através de Estórias”, que reúne 31 livros de histórias tradicionais infantis em 31 línguas da União Europeia, selecionados por tradutores da Comissão Europeia, em celebração do Dia Europeu das Línguas e do património cultural europeu.

Todas as sessões são abertas ao público e de entrada gratuita, salvo indicação em contrário.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

Novo Bauhaus Europeu 2025

A Comissão Europeia anunciou 22 laureados dos Prémios Novo Bauhaus Europeu de 2025. Pelo quinto ano consecutivo, os prémios Novo Bauhaus Europeu distinguem projetos e iniciativas notáveis que combinam sustentabilidade, inclusão e estética, evidenciando como o encontro entre cultura, tecnologia, inovação e design pode enriquecer a vida das pessoas e as comunidades. Os prémios foram atribuídos em quatro categorias e duas vertentes: uma para projetos estabelecidos («Campeões do Novo Bauhaus Europeu») e outro para iniciativas promissoras de candidatos mais jovens («Estrela Ascendente do Novo Bauhaus Europeu»). A necessidade urgente de habitação mais sustentável a preços mais acessíveis foi objeto de um prémio especial.

Este ano, Portugal esteve em destaque com duas distinções. O projeto Escolas Comestíveis, de Portugal, venceu a votação do público, ao transformar escolas em ecossistemas vivos centrados na alimentação, na ecologia e no consumo responsável. Integrando práticas como a agricultura vertical, a permacultura, a agrossilvicultura e a compostagem, proporciona uma aprendizagem lúdica ao ar livre que fomenta a literacia alimentar e a sensibilização ambiental, inspira hábitos saudáveis e promove uma mudança significativa rumo a um futuro mais sustentável e equitativo através da educação. 

Também em Portugal, na União das Freguesias de Cepos e Teixeira, em Arganil, o projeto Water Guardians: Healing Communities, Healing Landscapes foi distinguido no âmbito da Iniciativa Estímulo aos Pequenos Municípios. Inspirando-se no papel histórico das mulheres no cuidado da comunidade, a iniciativa recupera lavadouros tradicionais como espaços coletivos e ecológicos, protege habitats hídricos, cria refúgios húmidos contra incêndios florestais nas regiões montanhosas e restabelece as funções sociais e ambientais destes espaços, tanto para as pessoas como para os animais.

The Water Guardians: Healing Communities, Healing Landscapes: historicamente, as mulheres geriram tarefas domésticas – cuidar das crianças, dos idosos e dos parentes – enraizadas no antigo conceito grego de «oikos + logos», a base da ecologia. «The Water Guardians» homenageia este papel feminino numa iniciativa baseada na natureza que confere novos usos aos lavadouros comunitários de Cepos, protegendo os habitats hídricos, criando refúgios húmidos que protegem dos incêndios florestais nas regiões montanhosas de Portugal e restabelecendo as funções coletivas dos lavadouros, tanto para os humanos como para os animais.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal

União Europeia promove literacia financeira e oportunidades de investimento para os cidadãos

A Comissão Europeia anunciou duas importantes iniciativas para impulsionar a União da Poupança e dos Investimentos, com o objetivo de proporcionar benefícios tangíveis a todos os cidadãos da UE. Este pacote abrangente centra-se na melhoria da literacia financeira para todos em todas as fases da vida e introduz um plano para as contas de poupança e de investimento, um instrumento que visa tornar o investimento mais simples e mais acessível a todos.

«A literacia financeira é fundamental para o bem-estar e a independência. Com a nossa estratégia para a literacia financeira, trabalharemos em estreita colaboração com os Estados-Membros com vista a dotar todos os cidadãos das competências financeiras necessárias para gerirem melhor o seu orçamento, aumentarem a poupança e investirem no futuro. O conhecimento é, contudo, apenas uma parte da solução. Os cidadãos necessitam igualmente de oportunidades concretas para rentabilizar as suas poupanças. Para tornar o investimento mais fácil e acessível, a Comissão vai criar um plano europeu para as contas de poupança e de investimento. Com estas contas, os europeus poderão obter mais rendimento das suas poupanças, apoiando simultaneamente o financiamento das empresas, o crescimento económico e a criação de emprego na UE.» Maria Luís Albuquerque, Comissária dos Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos

Para mais informações, consultar o comunicado de imprensa, o documento de perguntas e respostas e a ficha informativa.

As conclusões do Colégio de Comissários e a conferência de imprensa com os Comissários Albuquerque e Hoekstra estão disponíveis no serviço EbS.

Fonte: Representação da Comissão Europeia em Portugal