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Os presidentes das três instituições da UE, o Parlamento Europeu, o Conselho da UE e a Comissão Europeia, participaram hoje, 14 de junho 2021, na cerimónia oficial de assinatura do regulamento relativo a um Certificado Digital COVID da UE, assinalando o fim do processo legislativo. Nesta ocasião, os presidentes David Sassoli e Ursula von der Leyen e o primeiro-ministro António Costa declararam:
«O Certificado Digital COVID da UE é um símbolo do que a Europa representa. Uma Europa que não vacila quando é posta à prova. Uma Europa que se une e cresce quando confrontada com desafios. A nossa União demonstrou mais uma vez que trabalhamos melhor quando trabalhamos em conjunto. O regulamento relativo a um Certificado Digital COVID da UE foi acordado entre as nossas instituições em tempo recorde: 62 dias. Em simultâneo com o avanço do processo legislativo, construímos também a estrutura técnica do sistema, o portal da UE, que está a funcionar desde 1 de junho.
É um êxito de que nos podemos orgulhar. A Europa que todos conhecemos e que todos queremos recuperar é uma Europa sem barreiras. O Certificado da UE permitirá aos cidadãos usufruir novamente de um dos direitos da UE mais tangíveis e mais apreciados — o direito à livre circulação. Estando agora estabelecido por lei, o certificado permitir-nos-á viajar com maior segurança este verão. Hoje, reafirmamos em conjunto que a Europa aberta prevalece.»
A declaração completa está disponível online.
As suas perguntas sobre a vacina COVID-19 respondidas em 15 segundos?
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Tem familiares ou amigos com cidadania da UE a residir no Reino Unido?
Sabe se já solicitaram o estatuto de residente permanente? O prazo final é 30 de junho.
Mais informação aqui.
Veja a mensagem do Comissário Europeu Didier Reynders neste pequeno vídeo:
A Comissão Europeia já reservou até 4,4 mil milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 e estão em curso negociações para obter mais. As entregas de vacinas aos países da UE tem vindo a aumentar de forma constante e a vacinação está a ganhar ímpeto. A Comissão também está a trabalhar com a indústria para reforçar a capacidade de produção de vacinas.
Ao mesmo tempo, começou a trabalhar no sentido de dar combate às novas variantes, com o objetivo de desenvolver e produzir rapidamente e em larga escala vacinas eficazes contra essas variantes. A Incubadora HERA ajudará a dar resposta a esta ameaça.
A UE está determinada a garantir que haja vacinas seguras disponíveis nos quatro cantos do mundo. A Comissão e os países da UE comprometeram-se com mais de 2,2 mil milhões de euros para a COVAX, a iniciativa mundial destinada a garantir um acesso equitativo às vacinas contra a COVID-19, e estão a apoiar campanhas de vacinação em países parceiros.
A Comissão Europeia apresentou, na véspera do Dia Mundial de Luta contra o Cancro, o Plano Europeu de Luta contra o Cancro, que constitui uma prioridade central da Comissão von der Leyen no domínio da saúde e um pilar fundamental de uma União Europeia da Saúde forte.
Tendo como base as novas tecnologias, a investigação e a inovação, o Plano de Luta contra o Cancro define uma nova abordagem da UE em matéria de prevenção, tratamento e cuidados oncológicos.
O plano abordará todo a percurso da doença, da prevenção à qualidade de vida dos doentes e sobreviventes do cancro, centrando-se nas ações em que a UE pode proporcionar o maior valor acrescentado.
O Plano Europeu de Luta contra o Cancro será apoiado por ações que integram um conjunto de domínios de intervenção, desde o emprego, a educação, a política social e a igualdade, até à política de coesão e à fiscalidade, passando pelo comércio, a agricultura, a energia, o ambiente, o clima ou os transportes.
Quatro domínios de ação principais
O Plano de Luta contra o Cancro tem por base quatro domínios de ação fundamentais, com 10 iniciativas emblemáticas e diversas ações de apoio. O plano será implementado com recurso a um conjunto de instrumentos de financiamento da Comissão, com um total de 4 mil milhões de euros reservados para ações de luta contra o cancro, nomeadamente do Programa UE pela Saúde, do Horizonte Europa e do Programa Europa Digital.
Além disso, para apoiar as novas tecnologias, a investigação e a inovação, será lançado um novo centro de conhecimento no domínio do cancro, a fim de ajudar a coordenar iniciativas científicas e técnicas relacionadas com o cancro a nível da UE. Será criada a iniciativa europeia de imagiologia oncológica para apoiar o desenvolvimento de novas ferramentas assistidas por computador a fim de melhorar a medicina personalizada e as soluções inovadoras.
Será dada especial atenção às crianças, através do lançamento da iniciativa «Ajudar as crianças com cancro», a fim de garantir que as crianças têm acesso rápido e nas melhores condições à deteção, ao diagnóstico, ao tratamento e aos cuidados de saúde. Por último, a fim de identificar tendências, disparidades e desigualdades entre Estados-Membros e regiões, será criado, em 2021, um registo das desigualdades no domínio do cancro.
Declarações dos membros do Colégio de Comissários:
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou: «Em 2020, enquanto todos lutávamos contra a pandemia de COVID-19, muitos de nós travavam uma luta silenciosa. A luta contra o cancro. Em 2020, 1,3 milhões de europeus perderam a vida por causa desta doença. E, lamentavelmente, o número de casos está a aumentar. É por esta razão que apresentamos hoje o Plano Europeu de Luta contra o Cancro: na Europa unimos as nossas forças em prol dos que lutam contra o cancro.»
Margaritis Schinas, vice-presidente da Comissão Europeia, declarou: «Honrando um dos compromissos centrais desta Comissão, apresentamos hoje um plano antropocêntrico de luta contra o cancro que aborda todos os aspetos: a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a sobrevivência. Este plano é único porque tem por base o princípio «a saúde em todas as políticas», que integra todas as ações num objetivo comum, o da luta contra o cancro. O plano diz respeito à saúde, mas vai além do âmbito da política de saúde. Trata-se de um esforço que toda a sociedade tem de envidar. Numa União Europeia da Saúde forte, o cancro torna-se uma prioridade política, operacional e científica comum.»
Stella Kyriakides, comissária da Saúde e Segurança dos Alimentos, acrescentou: «Em primeiro lugar estão as pessoas. Queremos celebrar e reforçar a resiliência e tratar o cancro como uma doença que pode e deve ser ultrapassada. Uma União Europeia da Saúde forte é uma União em que os cidadãos estão protegidos contra os cancros evitáveis, em que todos têm acesso a rastreios e diagnósticos precoces e em que todos podem contar com cuidados de saúde de elevada qualidade, em todas as fases do processo. É isto que pretendemos alcançar com o nosso Plano de Luta contra o Cancro: ter um impacto concreto no domínio dos cuidados oncológicos ao longo dos próximos anos. Para mim, não se trata apenas de um compromisso político, mas também de um compromisso pessoal.»
Contexto
Em 2020, foram diagnosticadas com cancro 2,7 milhões de pessoas na União Europeia e 1,3 milhões perderam a vida por causa da doença.
O Plano Europeu de Luta contra o Cancro é um pilar fundamental da União Europeia da Saúde apresentada pela presidente Ursula von der Leyen em novembro de 2020, que tem por objetivo uma União Europeia mais segura, resiliente e mais bem preparada.
A UE tem envidado esforços no domínio do cancro há décadas. As suas ações, nomeadamente em matéria de controlo do tabaco (a Comissão publicou um novo inquérito sobre as atitudes dos europeus em relação ao tabaco e aos cigarros eletrónicos) e de proteção contra substâncias perigosas, salvaram vidas e aumentaram a esperança de vida. No entanto, o último plano europeu de ação global de luta contra o cancro data do início da década de 1990 e o tratamento do cancro registou progressos significativos desde então, nomeadamente através do apoio à investigação e desenvolvimento financiado pelo orçamento da UE.
Para além de afetar gravemente a vida dos doentes e dos que os rodeiam, o cancro tem um enorme impacto nos nossos sistemas de saúde, na nossa economia e na sociedade em geral. Estima-se que o impacto económico global do cancro na Europa seja superior a 100 mil milhões de euros por ano.
Sem uma ação decisiva, estima-se que, até 2035, os casos de cancro aumentem quase 25 %, tornando-o a principal causa de morte na UE. Além disso, a pandemia de COVID-19 teve um efeito grave nos cuidados oncológicos, criando obstáculos ao tratamento, atrasando o diagnóstico e a vacinação e afetando o acesso aos medicamentos.